
Quero me embrenhar na brisa
que escorre ao seu sabor
pelas esquinas e janelas da vida,
nas curvas do movimento
que escorre ao seu sabor
pelas esquinas e janelas da vida,
nas curvas do movimento
inventivo da alma sem fim...
Enquanto não chegar a última saída,
não deixarei de procurar os traços desse labirinto
de verdades translúcidas dos sentidos.
É como sede interminável,
são assaltos de frio,
olhos mirando
alma brilhando...
O cheiro da noite,
o beijo de fruta,
pele na pele,
sabor latente
de cheiro molhado,
a sombra da lua,
tudo que cala,
tudo que inflama;
a sombra da lua,
tudo que cala,
tudo que inflama;
Posso ouvir os passos da corrida ao seu encontro.
Quero a realidade de tudo isso líquida e sem dosador!
Escuto as vozes dos poros se abrindo,
vejo alma estufando peito em meio
ao engarrafamento de todos os sentimentos humanos,
ouço as engrenagens de toda função motora estourarem
e me abraço aos braços que saem dos seus olhares.
Sou a alma toda vazando,
ruindo,
superando espaço,
explodindo volume.
Não sei o que sou mas sei o que sinto,
só não sei se o que digo diz alguma coisa do que realmente sinto.

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