terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Quando os instintos lhe tomam as rédeas


Quando os instintos lhe tomam as rédeas,
arrastando desenfreadamente em fluxo torrente,
onde a brisa, sem ser convidada,
é bem vinda escorrendo suavemente contra o físico,
rebelando cabelos banhados somente de sol e lua.

A vontade superior, aquela que não pode ser controlada,
e do avesso se vira,
em intensidade e febre de querer.
Sofrendo ter que partir por desconhecer se ao voltar,
terá o mesmo lugar.
Dor que não se faz compreender
para os que já viveram,
somente para os que ainda vivem a indizível aflição que escurece a alma.

Eu que sempre fui luz,
hoje sou trevas, ou luz ausente...
Abro os olhos e não enxergo nada,
fecho e sinto o cheiro,
depois o calor e finalmente o sabor,
tudo se torna claro novamente....
Recordo porque sofrer não me deixa esquecer que não desejo esquecer,
enquanto houver vida,
haverá possibilidade,
enquanto houver possibilidade haverá vida.
É necessário ser trevas para poder iluminar-se!

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