Abri as cortinas dos olhos e me atirei ao ar buscando liberdade.
Escorri pelo chão como se fosse chuva,
cantarolei alguma coisa enquanto passava.
Para onde passava eu?
Não era outra dimensão nem outro mundo,
era outro eu adormecido que me pareceu estranho,
alheio.
Como não tinha consciência de outro eu,
vi naquilo o paradoxo de minha própria aberração.
Por fim,
descobri que joguei tanto adubo
por cima de meu aprendizado
que minhas flores não se abriram,
as idéias eram cinzas como um dia fechado.
Foi numa manhã de domingo que tudo se iluminou.

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