terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Entrei numa escuridão indirecionável

Entrei numa escuridão indirecionável de floresta, arrastado pela violência de um sentimento que ataca por trás do consciente, derrubando toda possibilidade de defesa. Experimentei em seu dorso a delicadeza de sua textura e absorvi o olhar de dentro de minha cabeça. Fui invadido por uma onda de carinho e tudo que eu queria era acomodá-la nos braços com a ternura que se aplica as crianças. Surtei em seus traços e me agarrei a sua voz. Quis me entregar a um lugar que talvez não me fosse de direito, mas que a vontade era dirigida. Assassinei princípios nada morais que em mim habitam para fazer uso das lentes da quintessência. Tinha uma aparência de menina, mas era uma mulher maior do que os olhos humanos pudessem captar. Alimentei gritos adormecidos dos encontros de almas, sussurrei as possibilidades, esbarrei no recobrar de minha consciência e desesperei com a aparência de tudo aquilo.

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