sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Por todas as vezes que o seu sorrisso desabrochar


Por todas as vezes que o seu sorriso desabrochar,
o coração consentirá
invasão de portas abertas.
Quando o momento se for.
Não entristecerei,
nem lamentarei.
Hei de compreender que não são as mesmas alegrias.
Embora, ambas sejam alegrias de chegada e partida.
E o acerto sempre se dará na página seguinte.
Onde o erro se desdobra.
O sentimento se reinventa.
Alimentando-se de si próprio,
Multiplicando-se desmesuradamente.
Brotando de si
para si mesmo.
O corpo não se basta
à alma inflamada
regada de seus sabores orgíacos;
Que se auto-consumem,
Mutilando conceitos;
Cunhando versos;
Sobrando espaço;
Cobrindo o tempo.

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