quinta-feira, 7 de junho de 2007

Há em nós Exploradores e Explorados


Há em nós exploradores e explorados, que disputam entre si o poder que exercem sobre nós. Comandam nossas inclinações, receios, expressam força de vontade e a falta dela. Por vezes somos explorados por dúvidas e repressões desencontradas sobre assuntos ordinários, mas na maior parte do tempo, deve-se reinar um espírito natural, explorador sensorial, uma vontade incontida de expressão superior, que em harmonia conduz sentimentos e impulsos a realização de seus desejos sem tomar conhecimento das distrações.
Só se deve reprimir desejo, caso este condicione a invasão de alma alheia, interfira no livre arbítrio de outro ser, para todas outras coisas de espírito é preciso ser honesto até a dureza.*

No amor ou em nome dele, é muito comum o erro da exigência de retribuição afetiva. Não se pode exigir ser amado, a pretensão mais inconveniente a que, só os doentes do ego são vulneráveis. Cegos de olhos sadios! Flagelam-se em desespero agarrados a verdades de mão única, a razões indivisíveis, ao egoísmo idiotizado...Quem sofre desse mal, desconhece o amor, nunca o foi revelado. Um está sempre errado, mas com dois, começa a surgir a verdade. Um não consegue provar o seu caso, mas dois são irrefutáveis.*
O amor é uma transmutação físico química que enleva dois seres a cobertura da alma, onde a vida escorre por ambos sem percepção de espaço tempo, sem buscar razões, bastam-se a si próprios, tornando-se até mais leves que o ar, certamente pela alta temperatura que se alcança. Mas como o amor não se revela em palavras, os egoístas sempre serão cegos arrastando fardos de sofrimento buscando seus culpados.


*As citações em itálico são nietzscheanas.

2 comentários:

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