
No martírio dos pensamentos, me perco entre sucessivas invasões que ocorrem entre a inacabada confusa consciência, e meu visionário sublime inconsciente. Abandonando o consciente, num assalto súbito de clarividência, contemplo a manifestação para toda verdade. Em desvio de espírito, tudo se perde ao tentar procurar explicação. É rara a libertação da condição consciente para contemplação da beleza de qualquer coisa que se revele, sem julgamentos. A grande maioria só roça o inconsciente através dos sonhos, a sina de um mundo demasiadamente racional. Virar os olhos para dentro não é tarefa para essa embrutecida cultura.

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