quarta-feira, 30 de maio de 2007

Janaína


Desci pelas encostas escarpadas do inconsciente e me atirei ao mar estrelado dos pensamentos onde o sol plunge sem tocá-los.
Tinha gente como a gente, caras conhecidas de peito amigo, só riso reconhecido.
Em ritmo alucinado o compasso é regido por semideuses em sucessivos ataques cardíacos, convido Janaína* para dançar.
A febre não cessa no embalo contínuo dessa onda que resvala os corais, e por isso é perfeita. Um passeio por esse mar momentaneamente abissal e cristalino. Desperto de um sonho, mas continuo a vivê-lo majestosamente em detalhes, com o sabor a escorrer aos lábios, inundando o consciente como coisa real, e a Janaína ainda dança...


* Dona Janaína é a rainha do mar.

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