quarta-feira, 30 de maio de 2007
A espera do porvir
Eu gosto de café com pimenta, cheiro verde de canela e fruta cítrica de avelã. Madrugo na mangueira, pois o leite nao espera...Vejo o sol nascer deste lado, enquanto o mundo dorme d'outro. Acordo e tudo é real como a preguiça que sinto logo pela manhã, concebo o dia e todas suas expectativas num gole de café.Ando sem parar, chego sempre atrasado para alguma coisa, mas sempre chego! A nuvem de qualquer coisa me incomoda, então assopro para o alto todo tempo fechado, lavo as caras sujas, chuto as bundas que são moles, pinto o dia como numa tela e corro a esperar o porvir. De todas as vontades, somente uma é maior que a outra, só uma é melhor de todas, só uma vai vingar como numa corrida de espermatozóides em direção ao ninho da vida. Hoje estou lúcido e curado de todas as dúvidas, plácido e senhor de si. Revejo todos os valores que tiveram curso até aqui e separo o que me interessa, nada disso presta! Os homens criaram toda mediocridade e sentimento de culpa. Basta estar bem para que outrem nos dirija uma pitada de inveja em forma de pessimismo incurável, a distorção da verdadeira perspectiva que só pode ser enxergada entre pontos envolvidos, e não por expectadores ricos de misérias e pobres de espíritos! Hoje é dia de festa, mas nem todos estão convidados, como se sabe, as portas se abrem aos espirituosos, não para os que não conseguem enxergar diversão na alegria alheia. Fuja daqui, não saia numa saia de borracha e diga que é pneu, sua mascara só engana quem precisa ser enganado, não repita frases prontas seu pedante embotado! O pessimismo é resultado direto de sua miséria bestial, sua revolta contra o mundo...Enxergo nessas pessoas um crime contra a vida, uma limitação da limitação humana, um peso desnecessário ao mundo. Enquanto isso, sigo a aguardar o porvir sem preocupar com os ruídos, sem notar os alheios, sem me incomodar com as distorções dessa transição, olhando para dentro > buscando o mel...
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