quarta-feira, 30 de maio de 2007
Os idealistas
Os idealistas são lenha para a fogueira do meu pensar. A todos aqueles que suscitam fidelidade na amizade ou no amor como forma de caráter justo, de necessidade pessoal, certamente já sofreu com a falta disso tudo ignorando a verdadeira natureza deste sentimento. O que é uma pessoa de caráter? Um Ser que jamais trocou seus princípios somente por obediência retilínea? Para ser o que os outros esperam que seja? Para viver sonhos alheios? De todas mesquinhas pretensões humanas, demandar fidelidade é provavelmente a maior, frequentemente confundida com virtude. Não se adquire fidelidade! “Pessoas que nos dão toda sua confiança acreditam, com isso, ter direito à nossa. É um erro de raciocínio; dádivas não conferem direitos.” vislumbrou Nietzsche.A fidelidade está longe de ser uma virtude ou direito como observa o mestre, é por definição uma vontade livre e superior que aprisiona o espírito sem se sentir encarcerado. É ignorar o resto do mundo navegando num fluxo contínuo, voltar os olhos para o cerne de sua inspiração num profundo envolvimento sem obrigação, é reduzir todas as bocas em uma, compactar o universo num único corpo tornando-se ele próprio, acordar e dormir sem esquecer, é nunca saciar a sede...Não se pode querer ser fiel, seria como querer ser inteligente, ou sentir frio no verão ou ter fome de barriga cheia por julgar necessário, moral, correto...Quantos erros não cometem, quantos atalhos construídos para o fim de tudo, quantas injustiças ainda serão necessárias para se corrigir a miopia de um(a) idealista?
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